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A maior justificativa para a existência deste, está no fato de que sinto-me impulsionado a escrever e partilhar aquilo que de mais íntimo brota do meu ser. Acredito ser um dom que Deus me deu. Se algum dia este impulso me faltar, faça orações por mim, pois já estarei diante d'Ele.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

CONVITE

        Caro leitor, não sei se você já observou, mas ultimamente, independente da denominação religiosa, somos surpreendidos constantemente por propagandas religiosas, como se não bastasse a poluição sonora já existente. Não tiro a utilidade do anúncio quando se faz necessário. Há inevitáveis situações em que a solução é o uso do mesmo. Como por exemplo posso citar o fato de uma celebração ser programada para ser campal, e, por motivo da chuva, ser necessária a mudança de local. Daí a necessidade de uma comunicação urgente aos fiéis. Não havendo imprevistos, acredito que não há necessidade de "convidar" para uma celebração (culto evangélico ou missa). Acredito também que quando isso acontece é porque algo está deixando a desejar. Os dirigentes, padres, pastores... devem estar cientes e atentos a isso. Devem-se conscientizar de que a maior  propaganda para uma celebração se dá em alguns níveis a saber:
1º) O TESTEMUNHO: quem está à frente de uma comunidade igreja deve vivenciar o que prega, o que celebra.
2º) ATENDER AOS ANSEIOS DO POVO: o povo  anseia por Deus ( Deus vivo). O celebrante tem que ser o "profeta" desse Deus. Tem que deixar-se guiar por Deus e falar aquilo que o Pai quer transmitir a seus filhos e não aquilo que o celebrante-ministro acha que é. Tem que ser místico e com os "pés no chão."
3º) NÃO USAR O PRESBITÉRIO PARA SE EXIBIR: o momento  é de celebrar ( tornar célebre a Palavra Viva de Deus). Quem tem que aparecer é Deus, caso contrário será apenas um momento de exibicionismo pessoal, vanglórias, "brincadeiras" fora de horas...
4º) HÁ DE SE EVITAR OS DISCURSOS VAZIOS: o povo (fiéis) não é bobo. Ele sabe quando se trata da Palavra de Deus ou quando é um discurso vazio que não chega a lugar nenhum. O povo sabe quando é uma logorreia.
5º) QUANTO À PREGAÇÃO: quem está à frente da celebração deve evitar longas pregações ou longas homilias. Tudo que é demais ou demorado geralmente torna-se repetitivo. O momento é da Palavra de Deus e não dos "achismos pessoais ou propositais."
6º) CONSTÂNCIA DAS CELEBRAÇÕES:  não dá para haver celebração num domingo ( ou outro dia) e num outro não acontecer. O povo fica perdido. Deve haver compromisso e respeito para com os fiéis. Caso o responsável pela igreja resolva "acabar" com alguma celebração ou costume da comunidade (o que acho que não deve acontecer em hipótese nenhuma), o  mesmo deve colocar algo melhor no lugar daquilo que  ele tirou e não simplesmente acabar pelo simples gosto de acabar ou para "fazer valer sua 'autoridade" (que para mim é autoritarismo). 
       Infelizmente, por ignorar alguns dos itens acima, muitas igrejas estão ficando vazias em todos os sentidos. Acredito que o momento é de RESGATAR. É o de ir atrás das ovelhas que os responsáveis pelas comunidades ou igrejas deixaram que se perdessem, e,  com certeza, terão de prestar contas a Deus por isso. É momento de resgatar sim o verdadeiro sentido do EVANGELIZAR, tomando consciência antes de tudo de que O MAIOR  ANÚNCIO OU PROPAGANDA PARA QUE ALGUÉM SE SINTA CHAMADO OU MOTIVADO PARA UMA CELEBRAÇÃO OU PERTENÇA À COMUNIDADE É O TESTEMUNHO. Só assim teremos Igrejas cheias de fiéis comprometidos, juntamente com seus pastores, cumprindo com fidelidade profética a Palavra de Deus como Ele quer.
 

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