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A maior justificativa para a existência deste, está no fato de que sinto-me impulsionado a escrever e partilhar aquilo que de mais íntimo brota do meu ser. Acredito ser um dom que Deus me deu. Se algum dia este impulso me faltar, faça orações por mim, pois já estarei diante d'Ele.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Francisco I

Há tempos que estou para escrever sobre o papa eleito, mas estava esperando a "poeira" abaixar visto que muito se tem comentado e escrito sobre este tema. Como se não bastasse a vontade de escrever, uma grande amiga minha e de minha família - Custódia, que atualmente reside nos EUA, solicitou-me que escrevesse sobre a eleição do papa. Juntando o útil ao agradável, surgiu o artigo abaixo que também é uma forma de homenagear a amiga Custódia e a todos que, infelizmente, tiveram que nos abandonar para proporcionar condições melhores e dignas para seus familiares. Depois de tantos escritos sobre tal acontecimento (a eleição do pontífice) talvez não há muito o que acrescentar, mas o estilo (carta)acredito ser uma maneira inovadora de retratar tal assunto, sem ser cansativo ou repetitivo na abordagem. Sendo assim, eis o texto propriamente dito:



                                                     Padre  Paraíso, 08 de junho de 2013
                                                    Querida Custódia, Paz e bem! Antes de mais nada, desejo que você e todos os seus estejam bem. Aqui estamos bem, graças ao amado Deus.
                                                    Recebi sua mensagem e compreendi seu desejo em saber mais sobre a eleição do novo Papa. Digo-lhe com sinceridade que o que no momento venho expor ou comentar não está isento de críticas, porque primeiramente não estou por dentro dos reais interesses da cúpula hierárquica de nossa amada Igreja. Um segundo motivo se dá pelo fato de que trata-se da opinião de quem já pertenceu à referida hierarquia, embora num grau bem inferior, e hoje se sente à margem da mesma.
                                                   Para início de conversa, digo que, independente da ala do novo Papa, digo que não só sua escolha, mas também o seu nome foi providencial para o momento que estamos vivendo em nossa Igreja. Não restam dúvidas de que a Igreja vem sofrendo muitas "baixas" e até mesmo um certo descrédito. Era necessário que alguém  viesse com um novo ardor missionário, e nisso o novo Papa vem se destacando. Volto a repetir: a escolha do nome FRANCISCO foi providencial. A carência do povo por um papa popular, juntamente com a figura de São Francisco de Assis veio, acredito, resgatar o novo sentido de Igreja hoje. Como você já sabe, São Francisco "revolucionou" a Igreja de seu tempo e até hoje é ponto de referência, quando se trata de alguém que realmente viveu o verdadeiro sentido de ser igreja, diante de contextos religiosos,políticos, econômicos e sociais totalmente desfavoráveis. Hoje, também em situações desfavoráveis, a Igreja passa por momentos de turbulências em que se faz necessário resgatar a figura de Francisco de Assis.Ele rompeu com as estruturas para estruturar a Igreja que em sonho ele viu em ruínas. Já o Papa Francisco não precisa sonhar. Ele pode perceber, no mundo real, a verdadeira situação da Igreja e com muito carisma tentar levanta-la. Muito se fala nos atuais gestos que o Papa anda praticando. Não vejo nada de inovador nisso. Ele apenas está tentando resgatar, como autoridade máxima aqui na terra, a Igreja Católica Apostólica Romana, assinalando que ser igreja é estar no meio do povo, com o povo e para o povo. O apostolado de Jesus foi assim e Francisco de Assis, como fiel seguidor de Cristo, não fez diferente: abraçou os leprosos, permanecia no meio do povo simples e humilde e teve com os homens e a natureza uma profunda relação humanitária. A figura do pastor na Igreja é muito forte e a igreja só será forte se sentir firmeza no seu pastor. Com isso, querida amiga, quero afirmar que ser pastor com firmeza absoluta, sustentada no amor de Cristo pelos seus, consiste no grande desafio para o atual Papa. Para isso, não vejo outro caminho a não ser a abertura para o diálogo. Esta atitude estou ainda esperando do Pontífice. Tem que haver uma pré-disposição e disposição para o diálogo com grupos que querem promover o verdadeiro ecumenismo; com grupos (Associações)dos padres casados; com grupos que querem discutir sobre a formação dos novos presbíteros (visando evitar escândalos envolvendo o clero)com grupos que querem discutir sobre a formação de novos ministérios e maior abertura aos leigos quanto ao poder de decisão na Igreja... Por fim, afirmo que estou consciente de que não basta só a figura do papa para que a Igreja tome novos rumos. É necessário nos sentirmos corresponsáveis quanto à missão de evangelização, porém, como é o anseio de muitos, que o novo Papa seja a figura que simbolize o elo de união e o verdadeiro ligar e desligar aqui na terra ( principalmente com o testemunho) para que a Igreja querida por Cristo jamais se sinta como "ovelha sem pastor".
                                                    Sem mais, receba o meu abraço fraterno.
                                                    
                                                      Jessé Moreira Lopes

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