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A maior justificativa para a existência deste, está no fato de que sinto-me impulsionado a escrever e partilhar aquilo que de mais íntimo brota do meu ser. Acredito ser um dom que Deus me deu. Se algum dia este impulso me faltar, faça orações por mim, pois já estarei diante d'Ele.

sábado, 4 de agosto de 2012

Sentir na pele

Há dias bateu-me uma dor insuportável que levou-me ao hospital local. O médico disse que a dor poderia ser originada por três motivos (causas) e uma delas eu herdei: problemas na coluna servical.Fui encaminhado então ao hospital da cidade vizinha. Estava desesperado de dor; não havia lugar bom para mim. Estava inquieto. Neste hospital pude ver, enquanto aguardava atendimento, cenas de muitos sofrimentos: muitas pessoas nos corredores usando balão de oxigênio; agonizantes provindos de acidentes automobilísticos e outros em atendimento numa sala de emergência improvisada. Ao ser atendido, o médico foi sincero e disse antes de mais nada que o meu problema não seria resolvido alí e que seria apenas um atendimento emergencial. Aconselhou-me a procurar um especialista - o que fiz logo em seguida. Apesar da dor constante e insuportável, tive que concordar com o médico quando disse que o meu problema, diantes de muitos outros enfermos que estavam alí era o mais simples. Com pesar realmente era. Como em todas as circunstâncias devemos tirar lições que nos ajudam, posso de agora em diante não só falar do caos que se encontra a saúde no Brasil, mas afirmar com propriedade que sentí na pele tal descaso.
Para ser justo, ví também muitos esforços dos profissionais da saúde para fazer praticamente quase o impossível diante da falta de espaço, de equipamentos e acima de tudo, diante da falta de respeito pela vida humana por parte das autoridades competentes. Diante de tal situação, coube-me ainda uma tentação de tecer um paralelo entre o esforço que deveria ser feito para se implantar, no Brasil, uma saúde que estaria a serviço da vida, e o esforço que está sendo feito para a realização da copa em 2014.Percebí então que não dá para entender a desproporção que há entre as duas. Deveríamos vivenciar no Brasil o momento em que a saúde deveria ser a "bola da vez" ao invés de vivenciarmos a "vez da bola". No meio de tanto caos, justifica-se então a boa iniciativa da CNBB ao promover a Campanha da fraternidade deste ano com tema tão atual. Pena que muitos nem se lebram mais do tema e lema da mesma, pois a encaram como válida somente no período quaresmal. Visto o acima exposto,proponho então que as reflexões suscitadas durante a referida campanha da CNBB sejam retomadas (resgatadas), continuadas e, após amadurecidas, que sejam elencadas prioridades cabíveis que devem ser enviadas às autoridades competentes para que dessa forma contribuamos de forma direta para uma política da saúde que realmente esteja voltada para a promoção da vida humana e não para a promoção de alguns "políticos" que infelizmente não têm interesse nenhum que a mesma mude,pois pretende sempre usá-la em proveito próprio (Como plataforma) por acasião do período eleitoral.

Abaixo  seguem algumas ilustrações ( extraídas de um site) que, de forma  bem criativa, retratam  o caos da saúde pública: