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A maior justificativa para a existência deste, está no fato de que sinto-me impulsionado a escrever e partilhar aquilo que de mais íntimo brota do meu ser. Acredito ser um dom que Deus me deu. Se algum dia este impulso me faltar, faça orações por mim, pois já estarei diante d'Ele.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O pecado dos padres

Há muito tempo reluto escrever sobre esse tema, mas chega uma hora que não dá para segurar e como resultado disso, eis o presente artigo.
Infelizmente para grande parte dos clérigos (hierarquia) o fato de um padre optar pelo matrimônio é motivo de ser tratado de forma  discriminada. O indivíduo que toma tal decisão passa a ser visto como "carta fora do baralho". Isto tudo por ter sido sincero consigo mesmo e Deus. Cabe aqui então uma perguntar: Discriminar por quê? Na verdade tal pergunta não é fácil de ser respondida. Uma coisa é certa: a discriminação não vem de Deus.
Qual seria então o pecado desses padres, para serem colocados tão à margem assim? A opção pelo matrimônio é a razão primeira para tamanha indiferença. Não dá então para entender: o padre casado toma uma decisão séria para não viver de forma dupla e ainda é banido da igreja? O que posso afirmar  é que a opção pelo matrimônio não é fácil de  ser  tomada. Não é para qualquer um, pois exige muito pensar e muito agir. Trata-se de muita reflexão e  coragem para enfrentar o que vem pela frente. Talvez seja por isso que muitos que deveriam ou gostariam de tomar tal atitude não a tomam por medo, comodismo, por terem dentro da vida religiosa ou clerical tudo de bom e do melhor, materialmente falando. Estes por sua vez não são felizes e ainda atrapalham os que querem ser (os que com certeza vivem de forma íntegra sua vocação). As consequências dos que não têm coragem para se decidirem são notáveis: vivem de aparência, camuflam o celibato, privilegiam o concubinato, dão margem à prostituição, pedofilia...Isso tudo sem necessariamente serem obrigados a deixarem a vida religiosa ou clerical. Vivem no nosso meio, não são discriminados e quando descobertos em suas infidelidades, o máximo que lhes acontece é uma transferência, um estudo fora do país... Isto não é punição. Para eles é um prêmio.
O  padre que busca no amor conjugal a sua realização plena e honesta conforme Deus quer,  não é visto com bons olhos pela igreja hierárquica, mas é compreendido e acolhido pela Igreja povo de Deus, que o aceita e é solidária com o mesmo.
A solução para banir de vez a marginalização citada acima está na aceitação e acolhida dos padres que fizeram opção pelo matrimônio por parte da Igreja hierárquica, para que as forças sejam somadas. A Igreja hierárquica tem que se conscientizar de que não possui o monopólio do sagrado. Tem que estar aberta para o diálogo e assim contar com inúmeras pessoas preparadas para a evangelização para que não perca terreno para outras denominações religiosas, como vem acontecendo (basta observar as últimas estatísticas do contingente católico). Só uma urgente abertura da igreja hierárquica é que fará com que as forças sejam somadas  à boa parte de pessoas que são qualificadas e bem preparadas para o verdadeiro anúncio da palavra de Deus. Deus este que enviou seu próprio filho que, didaticamente ( para ganhar as pessoas para o seu Reino), pregou que era necessário ir atrás da ovelha desgarrada; que era preciso alegrar-se com a volta do filho para o pai ( filho pródigo). Não restam dúvidas de que se trata de um desafio, mas é um desafio que vale a pena, pois todos só têm a ganhar com isso, visto que é com união e compromisso verdadeiro com a palavra de Deus que a vontade Dele será concretizada.
 

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