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A maior justificativa para a existência deste, está no fato de que sinto-me impulsionado a escrever e partilhar aquilo que de mais íntimo brota do meu ser. Acredito ser um dom que Deus me deu. Se algum dia este impulso me faltar, faça orações por mim, pois já estarei diante d'Ele.

sábado, 28 de abril de 2012

Menos católicos?

Recebí por email uma reportagem de José Maria Mayrink, do Estado de São Paulo, 21-04-2012, onde diz que os bispos reunidos na 50ª Assembleia Geral da CNBB, ouviram através do Padre Thierry Guertechin, que houve uma queda no número de católicos nos últimos 20 anos. Em números, trata-se de 83,34% para 67,84% de católicos a menos (dados do IBGE, 2010). Nota-se que é uma estatística alarmante e inquietadora. Com base na mesma, quero tecer aqui uma pequena reflexão. Para tal, lembro aqui de outros dois emails que recebí em datas anteriores que a princípio acredito que têm tudo a ver com o tema aqui proposto. O primeiro diz respeito à denúncia do Cardeal Gianfranco Ravasi ( Ministro da Cultura do Vaticano), que afirma que os sermões na Igreja são "insossos e cansativos". O Outro email refere-se à Segunda Semana de Estudo para Formadores em Seminários (de 06 a 10 de fevereiro de 2012). Esta Semana tratou principalmente do tema: Discernimento vocacional e seleção dos candidatos. Os três assuntos estão interligados. Sabemos que todos, pelo Batismo, temos um sacerdócio comum, e, por isso, somos corresponsáveis pela propagação do culto e difusão da nossa fé. Porém, sem medo de errar ou cometer injustiças, posso afirmar que em grande parte, o VAZIO (em todos os sentidos), a DISPERSÃO na busca por outras religiões ou seitas, se deve aos maus "pastores" de hoje(e não é preciso ir longe para percebê-los). A deficiência começa na má formação dos mesmos; no conceito de igreja que possuem e na falta de consciência de muitos. O certo é que ninguém pode dar aquilo que não tem e com alguns clérigos isso não é diferente. Interesses alheios (que não são baseados nos Evangelhos de Jesus) fazem com que a igreja seja instância só de busca e não de partilha. Desse modo, poucos são os fiéis e muitos são os fregueses. Isso faz com que haja uma deturpação dos valores genuinanente cristãos. Infelizmente, muitos dos "pastores" não estão preocupados com suas ovelhas, principalmente as desgarradas. Há uma preguiça pastoral e sacramental neles. Sendo assim, o povo de Deus fica desprovido do alicerce essencial, coluna principal e pilar central da Igreja - o ardor missionário (pregação evangélica) sustentado com a celebração dos sacramentos, com culminância na Eucaristia. São clérigos secularizados que se deixam vencer pelo ativismo sem motivo concreto, pela ditadura do material e do mercantilismo. Só para ilustrar melhor, hoje há padres que conseguem reunir cerca de 6.000 pessoas em torno de uma atividade promocional (sorteios de prêmios por exemplo), mas não conseguem reunir 500 pessoas nas celebrações dominicais. Perderam o foco da evangelização e como resultado disso, pessoas humildes e simples se sentem desprezadas, desamparadas dentro desse modelo de igreja (que privilegia a uns poucos) e saem desesperadas à procura de algo que possam agarrar e lhes dar sustentação e equilíbrio na fé. caem, desse modo, nos golpes ou falácias das seitas ou se tornam "protestantes convictos". Na verdade são pessoas carentes na fé, que só precisam de um Pastor com boa formação; que os entenda; que saiba aconselhar no momento certo; que saiba ouvir; que esteja disponível de fato para o serviço evangélico; que tenha opção preferencial pelos pobres e marginalizados; que esteja disposto a resgatar os valores do Concílio Vaticano II, Medellin, Puebla...; que evangelize de acordo com os principios cristãos e não de acordo com seus princípios; que seja educado; que saiba ouvir os anseios do povo, principalmente os sem vez e sem voz; por fim, que esteja disposto a dar testemunho. Sem dúvida nesse novo jeito de ser pastor está a solução para a atual crise da Igreja. Não se pode esquecer que o melhor remédio é acima de tudo o COMPROMETIMENTO DE TODOS com a causa do Evangelho. Nesta causa Jesus está no centro falando que não quer que nenhuma ovelha se perca, mas que se converta e viva.

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