Muito obrigado pelo acesso!

A maior justificativa para a existência deste, está no fato de que sinto-me impulsionado a escrever e partilhar aquilo que de mais íntimo brota do meu ser. Acredito ser um dom que Deus me deu. Se algum dia este impulso me faltar, faça orações por mim, pois já estarei diante d'Ele.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

"CAUSO" ( OU AUTOBIOGRAFIA )

Seu moço me desculpe
pelo que vou lhe contar,
pois história todos têm,
mas igual a minha não há.

Nasci lá na Aldeia
meio século posso contar
minha mãe já sofreu muito
você nem consegue imaginar.

Mãe solteira com dois filhos
veja só no que vai dar
comeu o pão que o diabo amassou
prá sobreviver teve que ralar.

Não tendo outra solução
outros rumos resolveu tomar
com o filho saiu ligeira,
pois a filha o pai mandou raptar.

Trabalhou em troca da comida
para a fome conseguir driblar
até que apareceu um tal senhor
pensando ser seu príncipe, com ele foi morar.

Com ilusão após ilusão
imagine o que sucederá
para fugir de matar ou morrer
outros rumos resolveu tomar.

Caminhou sob temporais
de lá prá aqui e daqui prá lá
para sua surpresa foi acolhida
justamente "naquele lugar"

Foi lá que ela conheceu
o príncipe com quem vivia a sonhar
de tanto sonharem juntos
o amor nunca veio a faltar.

Foi o pai que conheci
mal podia imaginar
pois pai não é só o que gera
mas o que dá dignidade e sabe educar.

De tanto bom que era
Deus quis com ele contar
levou-o para junto dele
para da glória desfrutar.

Ao completar dezessete anos
fui para o seminário estudar
fase boa da minha vida
muito tenho a recordar.

Terminada a formação
sendo frade vim a ordenar
mas faltava alguma coisa
justamente a vida familiar.

Nela não é tudo mar de rosas
seria egoísmo assim esperar
mas uma coisa está acima de tudo
espera aí que já vou falar.

É que quando os pequeninos chegam
tudo começa a compensar
Já senti tantas emoções
mas como a de tê-los não há.

Com dois concursos públicos
Deus continuou a abençoar
hoje sou professor
e nesta cidade vim morar

Cidade boa e hospitaleira
como esta é difícil de se encontrar
dizem até que quem bebe da biquinha
sempre à ela retornará.

Pode ser que seja verdade
disso não quero duvidar,
mas se for da vontade d'Ele
outros rumos quero tomar.

Por aqui me despeço,
pois começo a me alongar
se você leu até aqui,
muito obrigado por meu blog visitar.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ECO

Vandré estava com razão
há milicos perdidos com armas nas mãos.
Matam de maltrapilhos a magistrados,
mas que fique registrado,
que só não matam o desejo
e nem o anseio
do povo pela justiça
muito menos o amor que cobiça.
Hoje não exilam lá fora
o exílio é neste país que explora,
por isso há os que vão buscar lá fora
algo que não há mais
a não ser nos anais.
acredita-se que não há censura vigente,
pelo menos de forma aparente
enquanto há cenas explícitas
de um povo que se enlouquece
com o nu que não se veste
com a fome que a arma não mata
com a dor que não atenua
a verdade nua e crua.
Não se tem a conta exata
dos que caem nesta guerra sem fim que mata
Não entendem que atrás da bala perdida
há perdidos e questões não resolvidas.
Não querem entender que igual a um crime
é o sistema que ainda reprime.
Ah, é verdade! Não há mais ditadura
mas há a dita... dura realidade
que faz ver verdades
que muitos não querem ver
e por isso deixam o absurdo acontecer.
Sim, Vandré estava com razão!
E mesmo sem arma nas mãos
provocou uma boa revolução
que até hoje vejo acontecer,
pois estes versos que você ler
querendo ou não
dele me veio a inspiração.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

QUANDO SE TEM FÉ

Quando se tem fé
come-se o pão que o diabo amassou
e ainda pergunta pelo que sobrou.
Quando se tem fé
anda-se longe para estar com quem ama
e voa-se para encontrar com quem não é amado
Quando se tem fé
acredita-se sem impor condição
não se olha a religião.
Quando se tem fé
não há desatino
chega-se sempre ao destino
Quando se tem fé
o amor é real
mesmo num mundo irreal ou virtual.
Quando se tem fé
não há desespero
a paciência é o tempero
Quando se tem fé
não é preciso ser rei e nem Pelé.
dribla-se a escravidão da morte
encontra-se o norte.
Quando se tem fé
"ama-se com se não houvesse amanhã"
acredita-se no novo amanhecer
mesmo diante do anoitecer.
Quando se tem fé
faz-se a diferença
sem esperar recompensa.
Quando se tem fé
sente-se a presença d'Ele
e tudo culmina n'Ele
Quando se tem fé
estes versos tornam-se passado
pois continuam entoados
no coração dos leitores abençoados.