Muito obrigado pelo acesso!

A maior justificativa para a existência deste, está no fato de que sinto-me impulsionado a escrever e partilhar aquilo que de mais íntimo brota do meu ser. Acredito ser um dom que Deus me deu. Se algum dia este impulso me faltar, faça orações por mim, pois já estarei diante d'Ele.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

THANK YOU

In this space I want to thank all who access this blog. The majority of Brazilians but is monitoring the access statistics, I notice that people from other countries are also present. I thank especially the people of Vietnam, the United States, Portugal, Slovenia, Germany, Holland, Canada, Italy and Russia. My thanks and access whenever you can. It will always be a pleasure.

terça-feira, 21 de junho de 2011

ARTIGO DEFINIDO

A escolha
O pleito
O eleito
O descaso
O pouco caso
A vantagem
A porcentagem
A falcatrua
O povo na rua
A prisão
A pizza
O habeas corpus
O ato em vão
O povo sem razão
O sofrimento
O esquecimento
A reeleição
A frustração

sábado, 4 de junho de 2011

ESPAÇO MISSIONÁRIO

É curioso como nos últimos dias ouvi falar sobre espaço missionário. A insistência e incidência dos termos citados, despertaram-me para uma reflexão que aqui partilho com todos os leitores deste blog. Ressalto antes de tudo que o presente artigo não pretende esgostar o sentido de tal enunciado, mas como foi dito, trata-se de uma tentativa de reflexão.
Para desenvolver tal reflexão, tomo como exemplo duas pessoas que marcaram época, pois depois delas nunca mais o mundo foi o mesmo: Maria e Jesus. Ao destacar Maria, uma pergunta pode nos inquietar: qual era o espaço missionário da Virgem Mãe de Deus, Mãe do povo e Mãe da Igreja? Para responder a tal pergunta é necessário lembrar que Maria foi escolhida no meio do povo e que após o anúncio, fez de toda sua vida um espaço missionário. O destaque dado aqui refere-se aos momentos fortes, entre outros, que podem ser enumerados. Um dos motivos de ser aclamada por gerações e gerações está no fato de que ela não só se tornou a Maria do povo de Deus, como também sofreu na pele o que o povo sofria e por isso soube e sabe entender os gritos dos mais sofridos e menos favorecidos. Sua primeira missão após a anunciação foi a de se colocar a serviço de sua prima Izabel, pois sabia de sua real necessidade. Eis o seu primeiro espaço missionário! Ela serve sua prima sem que isso lhe traga nenhum benefício material. Caminhando um pouco mais na história, vejo o segundo espaço missionário de Maria por ocasião das Bodas de Caná. Maria intercede a seu filho para que o bom vinho fosse servido, com o objetivo de não deixar a alegria faltar. Mais uma vez Maria faz esse gesto de modo muito espontâneo, sem nenhum fim lucrativo, sem receber nada em troca. Pode-se destacar também outro grande espaço missinário de Maria quando a mesma acompanhou passo a passo o sofrimento de seu filho rumo à cruz. Sua missão aqui é coroada por Jesus, que sabedor de seu ardor missionário, entrega a sua mãe a humanidade inteira. É o reconhecimento de Jesus àquela que viveu e fez, de maneira exemplar, com que todos os espaços de sua vida fossem propícios para a missão.
Voltando nosso olhar para a pessoa de Jesus, uma segunda pergunta deve nos inquietar: qual era seu espaço missionário? Podemos dizer antes de mais nada que Ele, como ninguém, viveu intensamente sua missão de tal forma que fazia de todo seu ser um espaço missionário por excelência. Atrevo-me, porém, destacar alguns momentos, dentre muitos, apenas com a finalidade de ilustrar. Vejo, sem dúvidas nenhuma, que seu primeiro espaço missionário foi ainda no ventre de sua mãe. Nele Jesus foi sinal de que algo novo estava por vir. Os simples e humildes encheram-se de esperança e os poderosos ficaram incomodados. Seu segundo espaço missionário foi o da manjedoura. Nesta jesus deu um show de humildade e se manifestou (epifania) a todos os povos. A própria Bíblia destaca que o Menino foi crescendo em conhecimento e graça diante de Deus e, assim, seja no templo ensinando os doutores da lei; seja na beira de um lago; na beira de uma piscina; debaixo de uma árvore (como no episódio de Zaqueu) ou nas montanhas ( por ocasião do Sermão da Montanha); seja nos momentos em que cura e liberta as pessoas de todo tipo de enfermidade, Jesus não deixa nenhuma oportunidade de evangelizar passar. Em sua vida pública Ele ensina para todos que querem aprender que todo lugar é espaço missionário. Todo lugar é um espaço privilegiado para a missão. Assim como Maria, Jesus fazia tudo isso de modo muito tranquilo e consciente, sem precisar explorar ninguém. Aliás, Ele sempre se colocava contra qualquer tipo de exploração. Exemplo disso temos no episódio do templo, quando Ele pegou o chicote e expulsou do templo todos os que que faziam dele um lugar de exploração.
Num terceiro momento, a terceira pergunta é inevitável: Qual é a concepção que temos de espaço missionário? Esta pergunta deve nos impulsionar à outra pergunta: o que fazemos para fazê-lo acontecer de fato? Tais questionamentos são necessários porque pode ser que às vezes o exemplo de Maria e muito menos a proposta missionária de Jesus são ignorados. Pela falta de entendimento ou por não querer entender, somos capazes de deturpar o verdadeiro sentido de espaço missionário, porque desse modo é mais fácil e cômodo para “pastorear.” Este tipo de postura exige de nós somente uma postura: a exterior. Por sua vez é vulnerável à exploração sem medida e com isso vem a mudança do foco missionário ou mudança de alvo na evangelização. É uma concepção errônea que vive a persuadir as pessoas de que é preciso construir um espaço para evangelização, numa visão totalmente materialista e para isso justifica-se a comercialização disso ou daquilo, aluga-se isso ou aquilo, promove-se jogatinas... reduzindo muitas vezes os fiéis a meros fregueses, e com isso muitos se perdem e se dispersam como ovelhas sem pastor. Sabemos que o lobo não perde tempo, e aproveitando do descuido e da deficiência pastoral, rouba para si as ovelhas. Também sabemos que Jesus, como Bom Pastor não fica contente com tal atitude, porque não quer que suas ovelhas se percam. Tal visão materialista, com viseira monetária, parece muito mais cômoda e fácil do que trabalhar com afinco na conscientização e implantação do dízimo, que é lícito e bíblico. Com certeza, para o momento, é preciso conscientizar as pessoas para a mudança necessária da concepção errônea para o verdadeiro agir missionário. Para evitar ou mudar tal concepção, só resta um caminho: resgatar o verdadeiro sentido do ser missionário nos moldes de Maria e Jesus. Para isso será preciso separar o joio do trigo, isto é, conscientizar de uma vez por todas de que uma coisa é ser missionário e outra coisa é ser comerciante travestido de missionário. Sabemos, contudo, que não é fácil tal mudança, mas peçamos ao Bom Pastor que nos dê força e ânimo para que jamais percamos a esperança de que ainda há tempo de “endireitar os caminhos para o Senhor” como única fonte capaz de saciar nossa sede missionária de ver construído dentro de nós, sem deturpação alguma, o verdadeiro sentido de espaço missionário querido por Jesus.