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A maior justificativa para a existência deste, está no fato de que sinto-me impulsionado a escrever e partilhar aquilo que de mais íntimo brota do meu ser. Acredito ser um dom que Deus me deu. Se algum dia este impulso me faltar, faça orações por mim, pois já estarei diante d'Ele.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

PARÁBOLA DO CREDOR INCOMPASSIVO (Mt18,23-35)

Depois de muita reflexão sobre o texto de Mt 18,23-35, resolvi partilhá-lo com demais pessoas. Eis a razão de postá-lo.
Sem me estender muito, digo que trata-se de uma grande mensagem para os nossos dias atuais (assim como toda a Palavra de Deus). Cabe a cada um se colocar no lugar de cada personagem deste texto e fazer profunda reflexão. Seja quem for (pessoa engajada ou não, padre, pastor de outra confissão religiosa...)deve-se sentir chamado a fazer pertinentes indagações: até quando estou sendo misericordioso com o outro? Será que não estou querendo apenas o "venha a nós?" Em que situação não dei chance ou oportunidade ao próximo ou não tive misericórdia dele? Até quando a ganância pelo ter e o "coração cheio de sentimento monetário" irá ditar normas para minhas atitudes? Será que certas atitudes não são vergonhosas para alguém que se diz batizado ou desempenha um papel de destaque numa comunidade religiosa?
Confrontemos então nossa consciência ao texto do Evangelho a seguir:

MATEUS 18,23-35

23 "Por isso o Reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com seus servos;
24 e começando a fazer contas, foi apresentado um que lhe devia dez mil talentos.
25 E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua esposa, e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha,para que a dívida se lhe pagasse.
26 Então, aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.
27 Então, o senhor daquele servo, movida de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.
28 Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem dinheiros e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: paga-me o que me deves.
29 Então, o seu companheiro, prostrando-se aos seus pés, rogava-lhe, dizendo: sê misericordioso para comigo, e tudo lhe pagarei.
30 Ele, porém, não quis; antes, foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.
31 Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.
32 Então, o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: servo malvado, perdoei-te toda dívida, porque me suplicaste.
33 Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórda de ti?
34 E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.
35 Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada uma seu irmão, as suas ofensas."

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