Muito obrigado pelo acesso!

A maior justificativa para a existência deste, está no fato de que sinto-me impulsionado a escrever e partilhar aquilo que de mais íntimo brota do meu ser. Acredito ser um dom que Deus me deu. Se algum dia este impulso me faltar, faça orações por mim, pois já estarei diante d'Ele.

quinta-feira, 24 de março de 2011

CONTO PARA ADULTOS ( ou ENTRELINHAS)

Era uma vez uma colmeia com aproximadamente 18.852 abelhas. Tudo parecia bem e feliz, quando houve um desfalque na sua população. Repentinamente a abelha que cuidava com dedicação e harmonia da populosa colmeia veio a faltar. A comoção foi enorme! Como a vida na colmeia não podia parar, logo foi providenciado o substituto da saudosa rainha. O termo substituto usado aqui não é engano, pois não achando uma abelha com as qualidades de acolhedora, misericordiosa, atenciosa, respeitosa e não gananciosa, foi necessário servir-se de um zangão mesmo. Só por aí já se percebeu que a colmeia iria sair perdendo, mas em nome da boa fé, deu-se muita credibilidade ao zangão. Sua missão era muito simples: respeitar a simplicidade das abelhas, proporcionando-lhes a docilidade de tal forma que o vigor do mel não faltasse.
Não resta dúvida que apesar de simples, a missão era um grande desafio, mas nada de impossível para o zangão. Aliás, nessa missão ele não estava sozinho. Disse não estava porque, como no mundo dos humanos, no início tudo era mil maravilhas, tranquilo, mas com o tempo ele começou a mostrar suas garras e só não mostrou seu ferrão porque zangão não o possui. Com isso, vieram os descontentamentos. Pouco a pouco os zumbidos ( rumores) começaram a tomar conta da colmeia. Os favos, outrora exemplo de comunidade em células foram se rompendo. A unidade na pluriformidade na formação dos mesmos deixou de existir. Há falhas notadas ao se colher os favor: alguns favos num canto e outros em outro canto. Panelinhas? Não. Este fenômeno só se dá no relacionamento dos humanos!
A colmeia contava também com a ajuda de outras abelhas distantes. Cheias de carismas chegaram e à colmeia se juntaram. Tudo daria certo se não fosse a petulância do zangão. Depois de um tempo, sem mais e sem menos, repentinamente e sem explicação voaram rumo à colmeia de origem. A colmeia local não entendeu tal saída repentina e até hoje "ignora" os reais motivos da mesma não para preservar o zangão, mas para o bem comum da colmeia.
Você que está acostumado a ver final feliz nos contos, neste não terá seu desejo realizado porque o conto ainda não terminou devido ao fato de que a vida na colmeia continua. Terá final feliz? Sem dúvida alguma que sim, pois as abelhas têm três certezas que garantem isso: são convictas da missão; estão cientes de que a permanência do zangão na colmeia não é eterna e a certeza de que a rainha maior (verdade, justiça, misericórdia, compaixão, benignidade...), independente da vontade ou atos do zangão, irá sobrepor a tudo e congregar no amor toda a colmeia conforme ela merece.

2 comentários:

betosilva disse...

Olá Amigo Jessé, paz e bem!
Parabéns pelo "Conto". Cheio de lições! Fico feliz por saber que o final será feliz, não somente na comunidade (Colmeia) das abelhas, mas em nossa vida (pessoal, familiar e comunitária), pois o "Zangão" que habita o nosso ser, se converterá em "Abelha Rainha" num processo contínuo de conversão...de amor, harmonia... paciência... perseverança...diálogo - este sim, deverá ser constante!
Abraço fraterno,
Alberto Silva Pinheiro. (Beto)

Jessé disse...

Valeu Beto. Muito obrigado. Sua opinião é muito importante para mim. Abraço fraterno. Jessé