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A maior justificativa para a existência deste, está no fato de que sinto-me impulsionado a escrever e partilhar aquilo que de mais íntimo brota do meu ser. Acredito ser um dom que Deus me deu. Se algum dia este impulso me faltar, faça orações por mim, pois já estarei diante d'Ele.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

GÊNESES

O criador viu que tudo era bom
criou o homem, mas faltava algo - a companheira.
Para evitar a solidão, criou a Mulher
pois não queria que o caos continuasse.
Criou-a em seu melhor momento: eterno amor
isto para dar um toque de meiguice e singeleza
aos impulsos abruptos.
Para provar que não há necessidade
de despetalar a flor, pois com ela
mau- me- quer não existe.
Quis coroar a humanidade com o Prêmio Nobel
da fertilidade que transcende a procriação
ao fecundar a humanidade de esperança, garra, força...
No combate ao genitalismo,
a criou para priorizar a sexualidade
que mostra a todos o ponto G
da doação sem limites, da disponibilidade
e do copioso acolhimento.
A fez para estabelecer de uma vez por todas
o Império Feminino
que vai muito além das reivindicações feministas.
Criou a Mulher para que fosse sinônimo
de entrega total, luta, paz, partilha e beleza sem igual
impondo sua presença como mãe
responsável pelo vigor da vida
e por ser assim querida pelo criador,
desde o princípio do universo,
deve ser respeitada, amada como fonte de luz.
Mulher: Eva significou a primeira
para que nunca mais no mundo
ela seja a derradeira.

Jessé Moreira Lopes

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

EFÊMERO

O poeta busca sua inspiração em dois sentimentos:
No se sentir amado
e no anseio por ser amado.
Nisso ele é como um garimpeiro:
se já achou a pedra preciosa,
sente-se feliz, enriquecido e a valoriza.
Caso contrário, continua a garimpar.
O poeta vive momentos de êxtases
como numa maiêutica da arte
contempla a obra que gerou
como se fosse a última oportunidade.
Vive delírios com o que gera, produz
mesmo que sejam momentâneos
como a bela arte dos tapetes de Corpus Christi
que logo após criada
é pisada pela procissão,
mas isso não apaga
o orgulho da arte criada
cravado no íntimo do artista.
O poeta tem visão diferente do viver
ele é sempre imortal
porque sabe eternizar momentos
e os torna nobres
mesmo ciente de que o ser amado é finito
que o anseio em amar pode findar
mesmo sabendo que o tapete de pó colorido
é uma alusão à finitude humana
ele supera e torna-se um verdadeiro imortal
pois possibilita a todos através de sua arte
a contemplação eterna do amor.
Visto o acima exposto
não vejo muita semelhança
entre o meu ser e o do poeta
mas também não vejo o oposto
e se alguém por acaso
me perguntar se poeta sou
digo apenas que vivo a garimpar
e que sou apenas um tapete criativo e lindo
à espera do próximo Corpus Christi

Jessé Moreira Lopes