Muito obrigado pelo acesso!

A maior justificativa para a existência deste, está no fato de que sinto-me impulsionado a escrever e partilhar aquilo que de mais íntimo brota do meu ser. Acredito ser um dom que Deus me deu. Se algum dia este impulso me faltar, faça orações por mim, pois já estarei diante d'Ele.

terça-feira, 20 de abril de 2010

1º DE ABRIL

Esta noite eu sonhei
mas diferente do sonho de Raul,
não foi "o dia em que a terra parou".
Nele tudo era dinâmico, real
e no fundo eu vi o Brito cantar que
não " tá tudo errado."
Num manifesto, como o de Liverpool,
todas as cercas foram quebradas
e o decreto rezava de forma democrática
que só o coração que perdoa e ama impõe limites.
Então vi, depois do perdão, os Beatles cantarem
"It's possible" não mais "Imagine."
Pude visualizar Niemeyer a arquitetar
seu melhor plano habitacional
e com ele, a resolução da moradia no Brasil.
E o Torneiro Mecânico, dessa vez ciente de tudo,
estava a canalizar forças para a igualdade social
como único meio para a paz.
Observei que mensalão era apenas um forçado aumentativo
do termo latino para indicar que a grande mesa para a ceia
estava posta e era para todos.
Vi Armstrong reafirmar que o mundo é maravilhoso
e Gonzaguinha concordar e insistir que "a vida é bonita e é bonita"
e em suaves cantorias uma voz insistia que eu gritasse
"que o sonho não acaba, se sonhado em mutirão,"
que como Francisco, eu devia gritar "que o amor não é amado"
e que bastava acreditar e despertar para um novo amanhã.
E uma palavra ecoou: despertar, despertar, despertar!!!
Dum nada a realidade caiu sobre mim quase a soterrar-me, acordei.
Era uma linda manhã de 1º de abril.
A data, os olhos abertos, a realidade nua e crua pareciam desmentir-me,
mas revestido de uma força transcendental
saí do meu casulo - como forma de resistir à rotina
e nesta sequência de palavras,
revelo a todos esta verdade sonhada.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

VALE

Aprendi gostar de ti Jequi
reconheço suas riquezas
pois sobre ti só há pobreza
no coração daquele que não te conhece
e por isso não te enobrece
só peçonha
mas em ti há nhonha
formoso Jequitinhonha
pois teu Vale vale
e em teu leito manso
há cantos, culturas, artes, remansos
com berilos, esmeraldas, jasmins
há Rubinho, Paulinho, Lavadeiras
que passam a vida inteira
a cantarolar seus encantos
por isso, seja no teu portal de entrada ou saída
quem parte vai pensando na vinda
e quem fica tem vida envaidecida
mesmo sabendo que é dura a lida
se vive a vida, que vida!

sábado, 10 de abril de 2010

RESIGNAÇÃO

Não sou poeta
mas não posso negar em mim
a necessidade do eu
de externar realidades.
Não, não sou!
apenas acredito na sequência,
na evolução
e revolução das letras
que como num toque mágico
fazem surgir palavras
que expressam sentimentos nobres
sem se importar se são rimas ricas ou pobres.
Não, não sou poeta
mas acredito e duvido
e filosoficamente ao duvidar existo
e em momentos de indecisão
fico a escolher "ou isto ou aquilo"
e sem notar, sinto que sou capaz de soletrar
C - E - C - Í - L - I - A.
Não, não sou poeta!
apenas sou capaz de perceber
a magnitude de GULLAR
reconhecer e concordar
que "tem gente passando fome"
e faminto me pego a culpar-me
ou a procurar culpados
e inconscientemente começo a devorar letras
para encontrar sentido nas sequências de palavras
que evoluíram e revolucionaram
o íntimo do meu ser
ao ponto de externá-las.
Não, não sou poeta
nem sou um à toa na vida
mas assim como CHICO
gosto de "ver a banda passar cantando coisas de amor".
Não, não sou
mas quem sabe de poeta e louco
eu também tenha um pouco?
até me sinto tendencioso a ser
mesmo sabendo que "no meio do caminho há uma pedra"
mas a convite do meu amor eu vou
pulando-a cantando coisas de amor.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

GOLPEÃO

Há de se fazer contínuo esforço!
Urge colocar a força bruta e abrupta
a serviço da cumplicidade
sem importar se há por baixos ou por cima
num vai-e-vem consciente
de que a situação se inverterá
os entraves serão serrados
sem necessariamente destruir o ser
e numa analogia ao pó
fazer profunda reflexão
sobre a finitude humana.