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A maior justificativa para a existência deste, está no fato de que sinto-me impulsionado a escrever e partilhar aquilo que de mais íntimo brota do meu ser. Acredito ser um dom que Deus me deu. Se algum dia este impulso me faltar, faça orações por mim, pois já estarei diante d'Ele.

terça-feira, 19 de maio de 2009

LOGORREIA

O termo acima está isento de acento agudo conforme as novas regras ortográficas. Isto pode até servir neste momento de propósito, visto que neste artigo não será acentuado a forma gráfica, mas a incidência deste termo no nosso dia-a-dia.

Trata-se do termo grego que nos dá o sentido de discurso mal feito; falatório sem sentido; discurso cansativo proferido por alguém que não sabe o que quer dizer. Em síntese, discurso sem coerência.

Sem dúvida pode-se afirmar que se trata de um grande mal. Padres, pastores, líderes religiosos, leigos engajados... devem tomar cuidado e evitar a incidência do termo acima em seus discursos, homilias, pregações. É certo que nem todos têm o dom da retórica (discurso bonito, com idéias organizadas), assim como é correto afirmar que muitas vezes a melhor pregação parte do testemunho. Tem muita gente que não nos fala nem uma palavra, mas o seu proceder ou exemplo (testemunho) fala mais alto do que qualquer discurso. Isto significa que o discurso se torna eficaz se for acompanhado de uma prática verdadeira. A prática deve nortear o nosso falar para que não haja incoerência. Cristo foi bem prático: diante dos conflitos ou complexidade dos fatos agia de modo coerente, eficaz. Frente uma situação (conflito), iluminava-a com a Palavra do Pai e logo após dava a solução ( curava, perdoava, devolvia a vida). Agiu desse modo com a morte de Lázaro, com os leprosos, com a mulher adúltera. Imaginem Jesus diante da mulher adúltera! Imaginem se ele ficasse só no discurso bonito e bem floreado, sem chegar a lugar nenhum! Com certeza a mulher adúltera seria apedrejada e a situação dela e de outras tantas não teria mudada.

Pensando na prática evangélica é que a Igreja lança este ano mais um desafio: afirma que "a paz é fruto da justiça". Ela não só afirma mas quer que a justiça seja prática comum entre os cristãos. Ao proclamar que a justiça tem que ser comum entre os cristãos, a Igreja quer que tal apêlo seja algo constante e prático não só no período da Campanha da Fraternidade. Não basta apenas sensibilizar as pessoas ou sensibilizar-se. Tem que se sair dos discursos infundados, uniformes, "impecáveis" que não passam de logorreias. O importante é o fazer acontecer, como o próprio Geraldo Vandré cantava: " quem sabe faz a hora ( faz agora) não espera acontecer". Assim sendo, não é preciso que haja injustiça ou guerra para que nos lembremos da importância da justiça e paz. O importante é saber que se houver a prática verdadeira do Evangelho em nossa vida, justiça e paz serão tão comuns em nossa vida como o ar que respiramos, com apenas uma diferença: sem nenhuma impureza.

Jessé Moreira Lopes

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